
Celestine é uma jovem ratinha que vive com a sua comunidade num esgoto — esgoto esse que fica por baixo de uma cidade onde vivem ursos e, entre eles, Ernest, um músico de rua que os moradores da sua cidade parecem desprezar. Já Celestine, parece não querer fazer aquilo que todos os ratos devem fazer. Estas dificuldades na vida de ambos acabam por juntar os dois numa amizade que não é suposto acontecer; ratos e ursos não se devem misturar. É assim que a amizade de Ernest e Celestine é posta à prova.
Só consigo dizer-vos: que filme bonito e fofinho. A arte é lindíssima, fazendo lembrar livros de ilustrações para crianças. Celestine é uma personagem maravilhosa e Ernest vem logo a seguir.
Como existe este elemento de separação entre os dois povos, o filme acaba por tocar muito em questões ligadas ao preconceito e à discriminação, sobretudo ao racismo. Mas também acaba por estar muito ligado à desvalorização da arte, que é tudo o que Celestine e Ernest querem fazer, embora de formas diferentes — e a verdade é que ainda hoje vemos muito essa ideia, de que fazer arte da vida nunca é a melhor opção.
No geral, gostei muito do filme e recomendo. Não mudou a minha vida, mas é um filme muito bonito e fofo (parece que estou sempre a dizer isto, mas é que é mesmo) e, por isso, se quiserem sentir o abraço apertadinho de um filme e aquele quentinho no coração, esta é a escolha certa.

Alguém conhece?
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