Sobre este blog

Infelizmente, ao importar o conteúdo do Sapo para o Blogger, deparei-me com um problema relacionado com o tamanho das imagens. E por mais que tente ajustar esse tamanho, elas ficam esticadas. Resumindo e concluindo, a única forma de o resolver seria apagar as imagens e voltar a colocá-las, em cada publicação. Ora, fazer isto em mais de 200 posts seria obra.

Por isso, a solução que arranjei foi criar este blog-arquivo para os posts antigos, pré-mudança para o Blogger. Ainda que estejam com este problema das imagens visível, pelo menos todas as publicações se encontram aqui. Bem-vindos!

setembro 01, 2025

Filmes | Toy Story, The Mighty Ducks, Apocalypse Now

Poster do filme Toy Story


Toy Story


Não me recordo da última vez que vi o Toy Story e, se não era criança, então era pelo menos adolescente. Por isso, decidi revê-lo e, apesar de não ser a primeira vez que o vejo, vou considerar como se fosse — até porque pretendo ver agora os restantes, dos quais penso que cheguei apenas a ver ainda o segundo.


É um filme de animação muito bom, mas creio que isso já todos sabemos. Acho que é um filme que mostra muito bem que não vale a pena investir a nossa energia em rivalidades; há espaço para todos. No entanto, tenho de dizer que a minha parte favorita foi toda a sequência em casa do Sid. Adorei a cena em que os brinquedos todos o assustaram — e também gostei muito de toda a premissa dos brinquedos dele serem diferentes do normativo, mas a diferença não faz deles maus ou realmente assustadores.


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Poster do filme The Mighty Ducks


The Mighty Ducks


Gordon, um advogado bem-sucedido, é detido por conduzir alcoolizado e, como sentença, tem de prestar serviço comunitário — serviço esse que se traduz em treinar uma equipa de hóquei de uma escola. Gordon não tem um bom relacionamento com este desporto, depois de, em miúdo, ter levado a sua equipa a perder um jogo importante e ter levado nas orelhas do seu treinador. Por isso, a sua vontade de treinar estas crianças é nula.


Acho que nunca teria visto este filme se não o tivesse feito num film club, aliás, para dizer a verdade nunca tinha ouvido falar dele sequer. Não é uma obra-prima do cinema, inclusive tem um ritmo um pouco estranho e a edição também tem alguns cortes que falham. Mas gostei mais do que estava à espera e é um bom filme para ensinar algumas lições: sobre companheirismo, moralidade e acreditarmos em nós próprios.


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Poster do filme Apocalypse Now


Apocalypse Now


Se o filme anterior não é uma obra-prima do cinema, este fez-me tornar-me no Martin Scorsese:



Este era um filme que estava a falhar por completo na minha lista. Aproveitámos que faltavam apenas 8 dias para sair do Prime para finalmente o vermos. E é possível que me alongue nesta review, aviso já.


Sinceramente, tive de parar a meio e cheguei a considerar não ver o resto do filme. Achei-o incrivelmente pesado, sobretudo tendo em conta os momentos que o nosso mundo está hoje a viver, e estava a custar-me muito simplesmente assistir a cenários de guerra de um modo tão frio e cru. Mas prevaleci e isso permitiu-me ver um dos melhores filmes na história do cinema.


Achei o filme visualmente lindíssimo, o que contrasta bastante com os horrores que nos são mostrados da guerra do Vietname. Engane-se, no entanto, quem achar que isto é um filme de guerra. Pelo menos, no sentido tradicional, não é. Uma das coisas que mais gostei neste filme é o facto de não nos mostrar heróis e não glorificar a guerra, especialmente tendo em conta que o filme foi feito por americanos, retratando (também) americanos. Todos sabemos das tendências deste país, mas os americanos neste filme são tudo, menos heróis. Na realidade, todas as personagens aqui são horríveis e todas fazem coisas horríveis e completamente desumanas.


Adorei a forma como o filme nos deu a conhecer uma personagem ao longo de toda a viagem feita ao seu encontro, sem nunca termos visto essa personagem a não ser no ato final. Achei brilhante a forma como o fizeram. O ritmo do filme é tão bom e tão bem feito, que em 2h30 de filme nunca me aborreci um bocadinho que fosse. Sei que há quem ache precisamente o contrário, mas eu adorei.


Outros pontos a destacar fortemente: a banda sonora (deliciosa, mas com The End dos The Doors, nem podia deixar de ser); os atores; o uso incrível da luz e das sombras nos planos; os diálogos.


Se recomendo o filme? Francamente não o faço de forma leve — o filme é pesadíssimo, provocou-me nada menos que horror, nojo e apreensão. Mas para quem tiver estômago e gostar de cinema, é impossível perdê-lo.


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