Sobre este blog

Infelizmente, ao importar o conteúdo do Sapo para o Blogger, deparei-me com um problema relacionado com o tamanho das imagens. E por mais que tente ajustar esse tamanho, elas ficam esticadas. Resumindo e concluindo, a única forma de o resolver seria apagar as imagens e voltar a colocá-las, em cada publicação. Ora, fazer isto em mais de 200 posts seria obra.

Por isso, a solução que arranjei foi criar este blog-arquivo para os posts antigos, pré-mudança para o Blogger. Ainda que estejam com este problema das imagens visível, pelo menos todas as publicações se encontram aqui. Bem-vindos!

agosto 14, 2025

Jogos | Date Everything!

Sinto que toda esta publicação vai ser um «hear me out», mas... hear me out.


 


Jogo Date Everything!


 


Terminei há pouco tempo este jogo que nem conhecia, não fosse por ver um dos meus streamers favoritos jogá-lo. Date Everything é um dating simulator e, como o próprio nome indica, deixa-nos sair/namorar com... tudo. A premissa é a de que a nossa personagem é hackeada e acaba de receber uns óculos misteriosos que conseguem tornar qualquer objeto ou conceito em sua casa numa pessoa à sua frente. Existem três tipos de fins com as personagens: amor, amizade ou ódio. Por isso, sim, basicamente criam relações com os pratos, a parede, ou a máquina de lavar roupa.


 


É um jogo com bastante diálogo e que se baseia em escolhas de diálogo que podem mudar o rumo de tudo. Para além disso, importa mencionar que é um jogo algo sugestivo — não é explícito, de todo, mas é sugestivo. 


 


É o primeiro dating sim que jogo e não tenho intenções de jogar outros, caso pensem que sou uma pessoa estranha. Na verdade, o que me fez comprar e experimentar este jogo não tem nada a ver com esta dinâmica, mas sim com a criatividade com que foi feito. Para começar, é um jogo extremamente divertido. É engraçado, tem diálogos engraçados e faz-nos ir, por vezes, em quests que nada têm de aborrecido. Mas é também um jogo muito original visualmente, as personificações dos objetos estão qualquer coisa de extraordinário de um ponto de vista artístico. Mesmo a própria escrita é, por vezes, bastante original. O voice acting também é um dos melhores pontos deste jogo, contando com vários atores de voz conhecidos.


 



 


Outra coisa positiva a destacar é o facto de ter a funcionalidade de content warnings. Algumas personagens são problemáticas e o jogo não nos obriga a passar por isso se não quisermos — caso decidamos saltar a história de uma personagem, podemos simplesmente decidir qual é o fim que pretendemos atingir com ela. Isto abrange temas como violência animal, relações tóxicas, ou abuso, por exemplo. Não saltar, no entanto, também nos permite conhecer personagens com histórias profundamente tristes (dica: o nome começa por Z e é uma das melhores personagens do jogo). Por fim, o jogo tem algumas nuances anti-IA na história e é uma excelente obra para mergulhar com a certeza de que nada ali foi produzido por nada menos que humanos — algo que, com o passar do tempo, poderá ficar cada vez mais difícil de encontrar.


 


Tenho alguns pontos negativos a referir, no entanto. O jogo tem 100 personagens "dateable", o que, no fim de contas, é um exagero. Acho que 50 chegavam ou, no máximo dos máximos, 70 personagens. Para quem gosta de completar jogos, torna-se num grinding chato a partir de certo ponto — mesmo havendo algumas quests que retiram um pouco desse aborrecimento. Tem também alguns pequenos erros que dão a sensação de que poderia ter sido um pouco mais revisto — ainda assim, nada de muito grave.


 



Aqui, por exemplo, estão a encenar peças de teatro com uma das personagens (adivinham qual?).


 


Além disso, existem algumas mecânicas mais para o final do jogo que o tornam ainda mais interessante, mas que dão a sensação de passar por toda uma experiência ao longo de todo o jogo que, no fim, de pouco vale. Por fim, embora pareça um jogo fácil, não é — querermos criar uma relação romântica com um objeto não basta, é possível que, dadas as escolhas que fazemos, acabemos apenas amigos. Mas isto acontece também a um extremo, sendo que houve pelo menos duas personagens específicas que acabaram a odiar-me sem eu perceber bem porquê (uma experiência semelhante à de outras pessoas). Não sei se faz assim tanto sentido colocar personagens tão difíceis a ponto de o jogador não perceber bem o que fez. Tirando isso, gosto da complexidade do jogo e de não ser tudo tão linear — é tal e qual como conhecer alguém na vida real: cada um é como cada qual, as preferências diferem, as relações também. Às vezes há experiências agradáveis, outras nem tanto, e o enredo tem sempre algumas surpresas para certas escolhas.


 


Gostei de jogar, mas acho que teria gostado muito mais se existissem menos dateables — o jogo acabou por se tornar demasiado longo e, querendo eu apenas completar o máximo possível, comecei a aborrecer-me com o facto de ter de continuar a jogar tudo por "obrigação". Se não fosse isso, teria sido uma experiência bastante mais divertida.


 


Ainda assim, foi divertido q.b. e faz muitas referências ao mundo atual de forma engraçada. Sei que vou querer voltar a jogá-lo no futuro — desta vez porque quero ter a experiência de fazer todas as personagens odiarem-me. Mas não vou repetir a experiência tão cedo, dada a sua extensa duração.


 


Recomendo para experimentar e jogar com calma e casualmente (algo que não fiz porque estava com pressa de avançar para outros jogos). 


 


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