Sobre este blog

Infelizmente, ao importar o conteúdo do Sapo para o Blogger, deparei-me com um problema relacionado com o tamanho das imagens. E por mais que tente ajustar esse tamanho, elas ficam esticadas. Resumindo e concluindo, a única forma de o resolver seria apagar as imagens e voltar a colocá-las, em cada publicação. Ora, fazer isto em mais de 200 posts seria obra.

Por isso, a solução que arranjei foi criar este blog-arquivo para os posts antigos, pré-mudança para o Blogger. Ainda que estejam com este problema das imagens visível, pelo menos todas as publicações se encontram aqui. Bem-vindos!

julho 13, 2025

Livros | Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, Afonso Cruz

Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, Afonso Cruz


Vivaldo Bonfim trabalha em finanças e leva livros, às escondidas, para o seu trabalho. Um dia, desaparece para sempre num desses livros. Quando faz 12 anos, o seu filho, Elias Bonfim, tem finalmente acesso à sua coletânea de livros. O jovem parte então numa aventura por todos os livros do pai na esperança de o encontrar.


 


«Os Livros Que Devoraram o Meu Pai» é um livro de cerca de 120+ páginas, daqueles com letras grandes, pelo que é uma leitura bastante rápida. E também bastante simples, na verdade, o que faz sentido se pensarmos que faz parte do Plano Nacional de Leitura.


 


É fácil perceber porquê: neste livro, viajamos por vários clássicos da literatura. São eles: «A Ilha do Dr. Moreau», «O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde», «Crime e Castigo» e «Fahrenheit 451», sendo que, pessoalmente, só li este último.


 


Para além disso, tem também mensagens que considero bastante importantes: todos erramos e todos temos um lado mais sombrio, mas é sempre possível redimirmo-nos e tornarmo-nos melhores pessoas.


 


Gostei muito desta leitura, no entanto, confesso que fiquei um pouco desapontada (à falta de melhor palavra) com a escrita. Atenção, não é que a escrita seja má, apenas não acho que seja para mim. Faz todo o sentido para um livro que, no fim de contas, acabou a ser recomendado para um público mais juvenil, mas achei a escrita demasiado simples, um pouco inocente e childlike (estou a usar o termo inglês porque infantil não é bem o que quero transmitir). Tinha lido há uns anos «O Pintor Debaixo do Lava-Loiças» e achei a escrita dele tão bonita e poética que esperava algo semelhante neste livro. Não é que isto não continue a ser marcadamente Afonso Cruz, mas prefiro algo mais próximo deste outro livro.


 


Em todo o caso, não é por isso que deixa de ser uma excelente história — que é. E deixou-me muito curiosa por ler todos os clássicos, mas sobretudo «A Ilha do Dr. Moreau», que é um livro sobre o qual nunca sequer tinha pensado antes. Mas pareceu-me muito interessante.


 


Aqui ficam algumas das frases que mais gostei:


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3 comentários:

  1. Já li há muito tempo e lembro-me que gostei, mas para ter a certeza do que pensei na altura fui confirmar nos arquivos do meu blogue. Também achei a escrita simples, mas dei 4 estrelas porque achei que deveria ter mais desenvolvimento:)

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  2. Concordo! A história é muito curta e pouco desenvolvida. Não é que isso torne o livro mau de todo, mas também gostaria muito de ter lido uma versão mais aprofundada!

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