
Zodiac é um filme, baseado em factos reais, sobre a investigação que decorreu para se descobrir quem era o "assassino do zodíaco" - que provocou redações de jornais vezes sem conta com cartas anónimas a relevar os seus assassinatos ou a ameaçar cometer mais. Esta investigação é-nos mostrada tanto por parte das autoridades, como dos jornalistas e, em especial, um cartoonista que trabalha numa destas redações e fica obcecado em tentar decifrar este mistério ao longo dos anos.
Sendo um filme centrado na investigação dos homicídios, fica claro que não é um filme sobre o assassino. Mostra-nos todos os contornos e também falhas desta investigação, apresentando-nos a uma daquelas situações frustrantes em que acabamos a ter bastantes certezas de quem foi, mas não há provas suficientes para julgar a pessoa, ou pessoas, em questão. E claro, uma investigação que anda em círculos sem avanços que permitam mudar o seu rumo leva algumas das pessoas a quem ela se dedicam ao extremo, afetando as suas vidas pessoais.
Sinceramente, achei um pouco longo e não acho que seja um filme incrível, mas de um modo geral gostei.


Há alguns anos, vi Suspiria, de Dario Argento, e fiquei apaixonada: pelo estilo, pela música, pelas cores, e é hoje um dos meus filmes preferidos de sempre. Descobri há alguns meses que existe um nome específico para este género, que eu desconhecia por completo: giallo, um género italiano de suspense e romance policial.
Adiante: desde então que queria ver mais filmes de Dario Argento, mas ainda não tinha acontecido. Profondo Rosso é um dos seus mais conhecidos e, embora seja ligeiramente diferente de Suspiria em termos cinematográficos, é um filme bastante bom e de que gostei bastante.
Este assenta sobretudo na investigação de um homicídio por parte de um pianista, que se junta a uma jornalista. Ao contrário de Suspiria, o filme é todo em italiano, o que me agrada fortemente como alguém que está a aprender a língua.
É uma história que me agarrou ao ecrã, não de forma ansiosa para descobrir quem é o que se passa, mas de forma extremamente bem sucedida em contar-me algo numa série de cenas que simplesmente nunca aborrecem. Desde as técnicas de câmara utilizadas aos cenários, a alguns planos, ao uso dos vermelhos, à música utilizada sempre que alguém estava prestes a morrer.
Enfim, não importa quão pouco veja, agora, alguns filmes antigos, continuo a sentir-me encantada por aquilo que marca alguns deles/dos seus géneros: o glamour da Old Hollywood, o "fora da caixa" de avant garde, e a beleza tão própria do suspense de giallo. Quero ver mais, sim, e talvez comece a investigar para lá de Dario Argento ♥


Interview with the Vampire mostra-nos Louis, um vampiro que conta a sua história de vida a um biógrafo durante uma entrevista. Após perder a sua família, no século XVIII, Louis sentia-se miserável e infeliz com a sua vida - até ter conhecido Lestat, um vampiro que mudou a sua vida para sempre e se torna seu companheiro. Após a transformação, Louis é incapaz de ceder à premissa violenta de que tem de matar humanos para se alimentar e, de forma totalmente manipuladora, Lestat acaba por transformar uma menina em vampira para que agora Louis se veja agarrado à "família" que tem.
Um filme de 1994 com uma foooooorte, fortíssima índole homossexual que estamos aqui para celebrar - claramente muito à frente do seu tempo. Eu gostei bastante do filme, embora tenha achado também um pouco longo.
No entanto, permitam-me desabafar algo que não consigo compreender e que já não é a primeira vez que vejo em qualquer coisa relacionada com vampiros: qual é a obsessão em associar mordidas vampirescas a algo sexual? Vamos mesmo fingir que ser-se mordido fortemente no pescoço é algo de imenso prazer ou, pior ainda (e como aconteceu neste filme), que uma mulher está a sentir tantooOooOOoo prazer que nem sequer percebe que na verdade está a ser mordida; não se apercebe da dor - NADA - até para aí 3 minutos mais tarde? Vamos mesmo fingir que isto é assim? É que eu não consigo engolir estas coisas e não estou de acordo.

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