Continuando a saga de filmes nomeados para os Óscares, fui ver Poor Things ao cinema e deixem-me que vos diga: que filme...! O filme está nomeado para umas quantas categorias e não é para menos.

Em Poor Things, acompanhamos Bella Baxter, uma jovem que foi salva às portas da morte por Godwin Baxter. Para qualquer outra pessoa, talvez não houvesse nada a fazer para salvar Bella. Para Godwin, porém, um cirurgião e cientista nada convencional, havia forma de fazer renascer uma nova pessoa, com um novo cérebro, naquele corpo. Assim, Bella é uma bebé acabada de nascer no corpo de uma jovem adulta, e assim vamos vendo a sua evolução e o seu desenvolvimento conforme cresce, ganha novas competências, descobre novas experiências, vive tudo pela primeira vez e começa a criar noções do mundo. Inicialmente confinada à casa de Godwin, é apenas quando Bella decide libertar-se e explorar todo o mundo que existe lá fora que a vemos florescer.
Este filme é absolutamente brilhante. Já tinha ouvido falar no realizador e até tenho filmes dele para ver, mas ainda não tinha tido a oportunidade de o fazer. Sabia que é daqueles que fazem filmes bizarros e por isso, pelo menos nesse aspeto, sabia um pouco ao que ia naquela sessão de Poor Things em cinema.
Do filme em si, sabia muito pouco e acho que foi melhor assim. Que viagem, no melhor sentido possível! Todo este filme é uma experiência incrível do princípio ao fim. Acompanhamos realmente Bella a formar-se enquanto pessoa, a descobrir novos pensamentos, formas de ver o mundo, de estar em sociedade.
Há uma dicotomia muito interessante no filme, porque vemos alguém livre de ser e fazer aquilo que quiser, já que desconhece por completo o mundo e a sociedade, ao mesmo tempo que esse desconhecimento lhe dá alguma inocência em certos pontos.
O filme também tem uma componente feminista interessante, porque Bella, tendo nascido e crescido fechada numa casa, não tem qualquer ideia do papel da mulher (geral e historicamente) "lá fora", por isso não entende as regras que um mundo machista impôs e não vive de acordo com elas.
Para além disso - e muito graças à inocência da personagem de Emma Stone -, o filme consegue ainda a proeza de nos fazer rir com diversos momentos de comédia.
Emma Stone e Mark Ruffalo são dois nomes de destaque neste filme, ambos tendo interpretado papéis brilhantes. Tudo neste filme está incrível: a fotografia, as cores, o figurino da protagonista, o soundtrack, o enredo... Deu tanto gosto ver um filme destes - e no cinema -, porque de facto é toda uma experiência cinematográfica e é uma que vale a pena viver. Recomendo imenso.

Alguém aqui já viu? Opiniões deste trabalho incrível?
Edit: Entretanto ouvi alguns pontos sobre o filme que também considerei pertinentes (episódio do podcast Private Joke do dia 8 de fevereiro (2024), para quem tiver curiosidade - aviso que tem spoilers) e que são menos bons (mas uma discussão interessante, ainda assim). Para resumir (novamente, spoiler alert): relacionam-se com a visão da emancipação da mulher única e exclusivamente através da sexualidade; como essa emancipação parece ter um ponto de vista muito masculino no filme (e tem, foi realizado por um homem); e como a personagem de Emma Stone não é, psicologicamente, ainda adulta.
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Clica neste link para veres todas as reviews que escrevi de outros filmes nomeados para os Óscares de 2024.
Tenho muita curiosidade em ver, talvez seja o próximo!!
ResponderEliminarBeijinhos
agora fiquei ainda mais curiosa para ver!
ResponderEliminarEu vi e gostei muito.
ResponderEliminarAconselho mesmo muito!!
ResponderEliminarFui ver o filme ontem, também adorei, tem drama, tem comédia e embora seja um filme longo, não é cansativo!!!
ResponderEliminarTambém recomendo!!
Beijinhos.
Não diria melhor! Ainda bem que gostou
ResponderEliminarBeijinhos!!