Sobre este blog

Infelizmente, ao importar o conteúdo do Sapo para o Blogger, deparei-me com um problema relacionado com o tamanho das imagens. E por mais que tente ajustar esse tamanho, elas ficam esticadas. Resumindo e concluindo, a única forma de o resolver seria apagar as imagens e voltar a colocá-las, em cada publicação. Ora, fazer isto em mais de 200 posts seria obra.

Por isso, a solução que arranjei foi criar este blog-arquivo para os posts antigos, pré-mudança para o Blogger. Ainda que estejam com este problema das imagens visível, pelo menos todas as publicações se encontram aqui. Bem-vindos!

setembro 16, 2022

SÉRIES: Chernobyl

Mais uma série (ou neste caso mini-série) a que cheguei atrasada mas, em minha defesa, sempre senti que era um pouco pesada demais para ver e fui adiando. Agora que a terminei, bom, estava absolutamente certa.


 


Chernobyl


 


Chernobyl é uma mini-série baseada nos testemunhos do livro Voices from Chernobyl, da autora Svetlana Alexievich, relatados por sobreviventes do desastre nuclear. Assim, mostra-nos o que aconteceu durante a explosão nuclear e também após o acontecimento - as suas consequências e a forma como as entidades competentes tentaram lidar com a situação.


 


A HBO nunca deixa de me surpreender com produções incríveis. Já espero o melhor deles e conseguem sempre superar as minhas expectativas ainda assim. Todos conhecemos o desastre nuclear que ocorreu em Chernobyl, logo esta mini-série não poderia ser nada menos do que extremamente impactante. E estupidamente pesada.


 


É revoltante ver a forma tão irresponsável como o assunto foi tratado por quem de direito, é revoltante ver como havia uma maior preocupação em encobrir tudo do que em "resolver" o assunto - entre aspas porque entretanto já tudo de pior tinha acontecido. Tanta coisa podia ter sido evitada - incluindo, na verdade, o próprio desastre.


 


A série é muito, muito pesada. Aquilo que mais me vai ficar na memória será a maquilhagem que fizeram aos actores que representaram as vítimas que mais sofreram com o ataque - está de um realismo absolutamente incrível, de dar completas voltas ao estômago e fazer o corpo contorcer-se num misto de repulsa pelo grafismo do que nos é mostrado e de dor por reconhecermos que alguém passou efectivamente por tudo aquilo.


 


Outro aspecto de ressaltar na série foi a tentativa que houve (e bem conseguida) de explicar o que ocorreu, cientificamente falando, sem parecer muito forçado. Efectivamente não somos todos especialistas em energia nuclear, ou sequer em física, e nota-se que houve um esforço para realmente informar os espectadores verdadeiramente sobre tudo o que aconteceu, de forma mais técnica e aprofundada.


 


Para resumir: andei este tempo todo a evitar a série por achar que ia ser demasiado pesada - estava absolutamente correcta e não é uma série para toda a gente ou para qualquer momento. Não é mesmo. Acho que a palavra-chave aqui é mesmo "impactante". De todas as formas e mais algumas. Fica connosco e não nos abandona tão cedo. Mas também é uma série extraordinariamente bem feita e produzida que vale a pena todos os segundos passados a vê-la. E, para o bem e para o mal, acrescenta valor por nos informar de uma das maiores tragédias da humanidade nos últimos tempos.


 


De resto, só posso dizer que não ajudou muito ver isto pouco antes de começarem as notícias sobre o risco nuclear em Zaporíjia, na Ucrânia. E fiquei muito interessada em ler o Voices from Chernobyl.


 


5.JPG


 


Com certeza, mais uma vez, sou o "ovo podre" aqui e já todos viram esta mini-série. Desse lado de quem já viu isto há bem mais tempo só gostava de saber: as imagens dos pobres coitados que foram parar ao hospital em carne viva continuam na memória até hoje? É que eu acho que já não vou esquecer nunca mais.

8 comentários:

  1. Das poucas séries que vi! Traz-nos um conhecimento aprofundado do acidente e relembra que a tragédia não pode voltar a acontecer! 
    Beijinhos 

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  2. A série não vi, mas li o livro e é excelente. Décadas atras a autora começou um projecto de documentar a vida soviética mas através das pessoas comuns, numa polifonia de vozes que se tornou a marca da sua escrita. Por ordem são: A Guerra não Tem Rosto de Mulher (sobre as mulheres no exército durante a segunda guerra), As Últimas Testemunhas (também sobre a segunda guerra, mas focado nas crianças), Rapazes de Zinco (este ainda não li), este sobre Chernobyl e O Fim do Homem Soviético que é sobre a queda da União Soviética, é uma boa ajuda para compreender os tempos que estamos a viver agora.

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  3. Já vi a série há algum tempo e também deixou uma grande impressão em mim. Acredito que ver a série agora teria um impacto ainda maior por toda a situação que se está a viver na Ucrânia. Mas é importante sabermos estes factos para não repetirmos a história, por isso antes ver a série agora do que não a ver de todo 

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  4. Acho que já tinha ouvido falar do "Rapazes de Zinco". Não tinha conhecimento desta "série" de livros e parece-me interessante. Vou pesquisar mais a fundo, obrigada pela partilha!

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  5. Eu acabei a série ainda em tempos "normais", não sem guerra porque ela continua, mas não se ouvia falar em nada que incluísse nuclear. Um ou dois dias depois começaram as notícias de Zaporíjia. Depois do impacto que esta série deixou, foi um pouco estranho. Fiquei um pouco receosa da situação, confesso.
    Verdade, como se costuma dizer, mais vale tarde que nunca!

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  6. Não conheço a mini-seri, mas pelo que conta, deve fazer um retrato realista do desastre.
    É um assunto importante porque corremos o risco de novo desatre.

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  7. É bastante realista.
    É verdade, sobretudo agora...

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