Uma mini-série adaptada do livro homónimo de John Green. Este livro fez parte da minha adolescência e rapidamente se tornou num dos meus favoritos assim que o li - entretanto já o vendi porque achei que a história era demasiado juvenil para o querer voltar a ler. Não estava nos meus planos ver a série mas, num dia sem nada para ver, foi o que surgiu. Achava que a série ia ser igualmente demasiado juvenil e cliché, mas acabou por me surpreender pela positiva.

Miles Halter é um adolescente obcecado pelas últimas palavras de pessoas famosas. Cansado da vida monótona e segura que leva em casa, o jovem decide se aventurar em uma nova escola, onde encontra alguém prestes a tirá-lo da mesmisse: a ousada e increvelmente charmosa Alasca Young. Baseado no livro homônimo de John Green. Fonte: AdoroCinema
Já não me lembrava de quase nada do livro, mas ver os acontecimentos desenrolarem-se na série fez-me relembrá-los e perceber o quão fiel a série foi ao livro. Está mesmo com quase tudo igual - o John Green foi um dos produtores executivos da série, por isso este facto talvez não surpreenda assim tanto.
Lembro-me que a Alaska Young era uma das personagens mais incrivelmente fascinantes que tinha conhecido; na verdade continuo a achá-lo até hoje, embora de uma forma diferente. A Vera adolescente adorou-a, lembro-me que até em usernames eu tentava aludir à Alaska; uma espécie de melhor amiga dentro dos livros, que eu queria tanto poder conhecer. Claro que hoje em dia não tenho a visão juvenil a toldar-me os olhos, vejo as coisas de forma um pouco diferente. Ainda acho a Alaska Young fascinante, quanto mais não seja por ser uma pessoa tão misteriosa e intrigante, tão imprevisível. Sem nunca se saber bem o que passa naquela cabeça. Bom, toda esta divagação para dizer que achei a actriz escolhida para esta personagem uma excelente escolha - conseguiu captar o seu carisma na perfeição, a sua instabilidade e impulsividade, a sua tristeza e a sensação constante de estar ali um vazio do qual ninguém conhece bem a razão. É também incrivelmente bonita, o que acho que neste caso serviu bem para acrescentar ao je ne sais quoi de mistério e fascínio à personagem.
Em oposição tenho de me queixar um pouco do actor escolhido para Miles. Achei-o muitas vezes aborrecido e inexpressivo - entendo que isso também faça um pouco parte da personagem em si, mas acho que em certos momentos deixou a desejar e a sua interpretação poderia ter sido feita de modo distinto. Apesar disto, de um modo geral achei a escolha acertada para as restantes personagens - o Coronel, a Águia e o Mr. Hyde foram das personagens melhor interpretadas e construídas na série, e todas acrescentaram bastante valor à história à sua maneira.
Acabei por gostar da série bem mais do que esperava. Como referi, foi bastante fiel na sua adaptação do livro, e mesmo nos momentos que acrescentou à história conseguiu ser pertinente e acrescentar mais valor. Conhecemos mais da Alaska Young e vamo-nos apaixonando por ela, da mesma forma que o fizemos quando lemos o livro - e no final ficamos tão ou mais destroçados como quando se deu a leitura. Fartei-me de chorar nos dois últimos episódios - quem já leu o livro há-de saber perfeitamente o porquê.
De um modo geral, gostei de acompanhar estes jovens, as suas partidas, irresponsabilidades e peripécias; de conhecer as suas histórias e de acompanhar a sua evolução - mas também de os ver lidar com a dor e sofrimento, acompanhar o seu crescimento. Tentar, junto com eles, perceber simplesmente porquê.
Aconselho a série, mas se não conhecem a história aconselho mil vezes a sua leitura primeiro!

Conhecem esta história? O que acham?
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