Sobre este blog

Infelizmente, ao importar o conteúdo do Sapo para o Blogger, deparei-me com um problema relacionado com o tamanho das imagens. E por mais que tente ajustar esse tamanho, elas ficam esticadas. Resumindo e concluindo, a única forma de o resolver seria apagar as imagens e voltar a colocá-las, em cada publicação. Ora, fazer isto em mais de 200 posts seria obra.

Por isso, a solução que arranjei foi criar este blog-arquivo para os posts antigos, pré-mudança para o Blogger. Ainda que estejam com este problema das imagens visível, pelo menos todas as publicações se encontram aqui. Bem-vindos!

dezembro 05, 2020

(Mais) Um livro inacabado

É a segunda vez que tento ler o Cemitério de Pianos do José Luís Peixoto e é a segunda vez que não consigo. Acabei por decidir desistir de vez e colocar o livro à venda, porque efectivamente não acho que seja para mim.


 


Nunca disse por aqui, mas este ano - coincidentemente, o ano em que comecei a ler mais do que era normal - apercebi-me de que uma das coisas que mais prezo num livro é precisamente a história. Acabam por nunca me agradar tanto os livros que colocam a história em segundo plano para priorizar outro aspecto. Acho que este é um deles.


 


Gosto imenso da escrita do José Luís Peixoto, ainda mais quando se trata de escrita como a deste livro e não, por exemplo, a apresentada no Dentro do Segredo (a meu ver, com menos floreados, já que o livro também assim o pedia). Mas o tanto de louvar que há no facto de ele tornar especial tudo o que parece insignificante no dia-a-dia, também é o tanto que isso me aborrece. Parece que, por trás disso, a história não avança, não se passa nada. Quase que queria ter essa visão poética do quotidiano, do aparentemente trivial, mas olhem, de facto, não tenho. E também está tudo bem com isso, um livro para cada forma de ser, de pensar e de ver o mundo.


 


O objectivo não era vir para aqui criticar o livro, até porque nem 100 páginas consegui ler, não sinto que tenha propriedade para tal. O propósito era reflectir um pouco sobre a situação, da mesma maneira que reflecti, para com os meus botões, quando depois de dois anos decidi desistir do The Night Circus por toda a enrolação no enrendo.


 


Felizmente, alguém há-de amar o Cemitério de Pianos mais do que eu.

4 comentários:

  1. Gostei muito deste teu post! Eu deixei de ler durante imeeeenso tempo, e cada vez que pegava num livro, demorava imenso tempo a fazer progresso... Agora estou numa de "A vida é demasiado curta para ler livros que não nos apaixonam", concordo imenso contigo!

    (Por acaso, amei o The Night Circus! Mas percebo o que queres dizer com "enrolação" )

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  2. Também sempre tive esse problema de demorar imenso tempo a ler algo, mas creio que era mais por falta de tempo mesmo! E estava sempre cansada, como este ano foi mais tranquilo nesse sentido consegui recuperar (e aumentar) o hábito de leitura.
    O The Night Circus eu ia pegando de meses a meses e depois de dois anos (sim, tanto tempo) resolvi que não era para mim ahah. Alguns eu ainda tento dar hipótese, mas confesso que me é mais fácil hoje em dia desistir de um livro do que era há uns anos! Se não está a funcionar não está, é passar para outro!

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  3. Se o livro me agradar consigo despachá-lo em 2 ou 3 dias....mas se o livro se tornar "chato" ou desisto e passo a ler outro ou então vou ficar eternamente a lê-lo! Acredito que mais tarde, e foi o que já me aconteceu, se recomeçar a ler o livro fará muito mais sentido e se tornará numa agradável leitura!

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  4. Também é sempre por essa perspectiva que tento ler uma 2ª vez! Mas quando vejo que não dá mesmo e já não é a 1ª vez que tento, desisto logo!

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